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A Incrível Travessia da Serra dos Órgãos! Texto by Félix | Fotos by Miguelito Relato da incrível travessia entre Petrópolis e Teresópolis (RJ) realizada na páscoa de 2007 por 4 amigos aventureiros. E logo na ida... Tudo começa na quinta-feira 05/04/07 as 19:30 (bem pra falar a verdade as 20:00hs pq eu me atrasei) na estação Tiradentes do Metrô onde encontrei meus parceiros de viagem Rex, Fabiano e Miguelito com sua super máquina q nos levaria a Petro, no caminho uma paradinha básica no extra da Marginal pra últimas compras e um pqno lanche, seguimos pela Ayrton Senna até a saída do aeroporto (pra fugir do trânsito) e la pegamos a Via Dutra com seus muitos pedágios (não sabia q estava tão caro viajar por estradas q deveriam ser conservadas por nossos impostos e não por tarifação "extra") Ao chegar em Duque de Caxias pegamos a entrada errada e ao invés de contornar a cidade ficamos perdidos dentro da cidade isso já eram por volta das 2:30hs da madruga, hora q o povo ta começando a sair da funkeira, mas ainda assim demos sorte!!! Pedimos informação a um brother com uma latinha de cerveja na mão e alguma coisa muito gordurenta na outra q ate parecia um sanduiche, "aí meu brotherr tu vira a exquerda passa doixs quebra molaxs vira a exquerda de novo aí tu vai ate o fim no poxsto de gasolina..." e era tudo o q dava pra entender alem de "cuidado q aqui é muito perigoso" qq outra pergunta ele começava a repetir exatamente tudo de novo ate na hora de agradecer ele repetiu tudo exatamente como na primeira vez, chegamos no tal posto de gasolina e fomos pedir informação ao frentista q não sabia de nada so q acabara de ter um tiroteio ali perto, por sorte havia um taxista no posto q concordou em nos levar até a entrada da linha vermelha por uma pequena contribuíção de R$10,00, ao entrarmos na linha vermelha sentido Petrópolis é q começamos a pensar sobre o incidente: quatro malucos dentro de um carro novo cheio de mochilas com placa de Sampa perdidos no Rio de madrugada, que sorte!!! Chegamos em Petrópolis quase 4:00hs da manhã e ja não valia a pena irmos a pousada q o Rex havia reservado por tel. paramos num posto dentro da cidade pra pegar informações e aproveitamos uma vaga no posto pra estacionar e tirar um cochilo dentro do carro até amanhecer. Primeiro Dia (desnível de aproximadamente 1100 metros) De manhã um desjejum bem reforçado (pelo menos no meu caso q comi muito) mais algumas infos mais umas perdidas e finalmente la pelas 10:00hs chegamos na entrada do Parnaso: Parque Nacional da Serra dos Orgãos (por sinal lá poucos conhecem por esse nome e sim pelo parque do Bonfim), carro no estacionamento (nesse momento conhecemos o vagalume guia de um grupo q tbm faria a travessia e q nos foi muito útil) mochilas prontas e revistadas na portaria, termo de responssabidilade assinado, entramos!!! e começamos a subir as trilhas q são bem marcadas (pelo menos no começo) por placas q infelismente sofrem com a ação de vandalismo, uma paradinha rápida pra conhecer a caxu do Véu das Noivas (nome incomum neh?) e continuamios a subir, subir, subir... até a Pedra do Queijo onde ja tinha uma galerinha parada com o vagalume (vagalume por causa da capa da mochila amarela florescente)Mais uma descansadinha e subimos até o Ajax ponto de água onde aproveitamos pra almoçar... apartir daí subir (q novidade) a Isabeloca para sair da mata de encosta e começar a ganhar os campos de altitude com sua vegetação própria, q ao atingi-lo fomos envoltos por uma neblina muito densa e não conseguiamos ver direito por onde seguia a trilha a solução foi esperar o grupo q vinha atrás de nós e pegar uma caroninha até o Castelinho do Açu nosso primeiro pernoite, q por sinal estava lotado, fomos um pouco mais adiante e achamos um "lugar isolado" pra montar as barracas, isolado mas por pouco tempo pois logo chegou outro grupo q nos fez compania durande a noite. Segundo DiaConversamos com os guias do grupo q partilhou nosso "lugar isolado" devido a neblina muito forte e a condição do grupo eles resolveram descer e não proseguir a caminhada, converssamos com outros guias tbm e alguns haviam desistido de proseguir o q nos deixou em duvida se deveriamos voltar tbm ja q nenhum dos quatros conhecia o caminho e iriamos nos guiar pelos relatos q tinhamos e pelo visual q poderia ser encoberto a qq momento pela neblina, fomos animados por outro guia:"no passo q vcs andam até as 14:00hs vcs ja chegaram no Sino o problema é depois das 15:00hs q a neblina fecha" e nos deu varias dicas do caminho e locais q poderiamos nos perder... respiramos fundo mochilas nas costas decidimos prosseguir, subimos o Morro da Cela e de la de cima vimos um grupo q ja estava começando a subida do Morro do Marco, tivemos um pouco de dificuldade em achar a descida da Cela q deve ser feito em sua maior parte nas trilhas a esquerda e seguindo as setas no chão ja q os totens não são muito confiaveis, logo alcançamos o grupo a nossa frente do Geovane (o vagalume) e do José, converssamos com eles e pegamos uma caroninha no grupo o q foi de grande ajuda, já q no alto do Morro do Marco não tinhamos visual nenhum a neblina baixou forte e nos acompanhou o resto do dia. Após a descida chega-se ao vale da Luva ou da Morte como é chamado por alguns, lugar muito bonito e com vários riachos pra abastecer as caraminholas, logo após vem a subida da luva onde a trilha é bem batida facil de seguir, a descida é rochosa e bem ingreme, com muita neblina fica dificil saber pra onde seguir a não ser q se conheça bem o local ou talvez o Gps com os waypoints certinhos possa ajudar (sabia q devia ter levado ele), após o Morro da Luva chega-se a uma cahoeirinha com uns corrimãos de ferro q não é muito bom confiar, segundo o José naquele lugar ele e outros socorreram uma pessoa q escorregou caxu abaixo e quebrou as pernas na queda, foi preciso ajuda de helicóptero para retirar o ferido do local, (é não dá pra vacilar alí) depois vem a subida do elevador q são uns grampos de ferro presos na rocha semelhantes a da Pedra do Baú em são Bento do Sapucaí, e apos mais uma subida chega-se ao Morro do Dinossauro um dos mais altos do Parque, descendo ele passa-se pela Tartaruga e chega-se ao vale das Antas, onde paramos para o almoço (bom só um lanchinho dessa vez). A partir daí a trilha é bem facil de seguir, então deixamos o grupo e seguimos rumo a Pedra do Sino, a subida do Vale das Antas é ingreme e logo se chega ao Dorso da Baleia um pouco mais afrente tem uma escalaminhada talvez o ponto mais técnico da trilha e mais complicado de subir com as cargueiras, conhecido como Cavalinho, o auxilio de cordas vai bem ali, após a subida do Cavalinho a trilha bifurca, a esquerda vai-se para a Pedra do Sino e a direita desce-se para o abrigo 4, resolvemos dormir no cume da Pedra do Sino na esperança de vermos um lindo nascer do Sol.Terceiro Dia e Retorno Acordamos cedo céu estrelado e tempo aberto, só q mais uma vez o tempo não estava ao nosso lado e nos primeiros raios de sol a neblina ja cobriu tudo, ainda esperamos um pouco na esperança de ver alguma coisa mas foi em vão, desarmamos acampamento e descemos ao abrigo 4 onde encontramos o grupo q nós haviamos acompanhado, e só então ficamos sabendo q não é permitido acampar no cume da Pedra do Sino pois se chover ou ventar muito forte o terreno não segura as barracas, bom até aí a noite ja tinha passado e fica a lição para a próxima vez, a descida do abrigo 4 até a base em Terresópolis é tranquila mas é bom tomar um pouco de cuidado com as pedras e evitar os atalhos q estão degradando a trilha, paramos um pouco na caxu do Véu da Noiva(acho q ja vi esse nome antes??), na descida da base até a portaria é uma boa caminhada mas se pode cortar um bom pedaço pegando a trilha suspensa a direita da saída da trilha, e pode ficar ainda mais curta se der a sorte q demos de pegar carona com o pessoal do Ibama q nos deixou proximo a portaria Da portaria andamos uns 10min sentido Tere e chegamos numa feirinha onde todos comemoramos com Cerveja pra uns e Coco-Cola pra outros, dali ônibus pra rodoviária, ônibus pra Petrópolis (e q serrinha linda pra chegar lá), descemos no terminal Bonfim onde deveriamos pegar o ônibus Pinheiral até a entrada do Parque novamente onde estava estacionado o carro. O ônibus havia acabado de sair o Miguelito optou por um táxi até o carro.A volta foi tranquila e dessa vez acertamos o caminho sem passar por dentro de Duque de Caxias... Todas as fotos desta aventura podem ser vistas em: http://rexbiker.multiply.com/photos/album/48 Abçs... e até a próxima. Agradecemos ao Geovane e ao José Ricardo guias locais q foram bem receptivos assim com os outros nos apoiaram. ![]() |
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